9º dia
Caminhamos juntas
Quando nos comprometemos ao serviço das pessoas em situação de precariedade, realizamos que juntos fazemos um caminho que muda o nosso olhar e transforma o nosso coração. O encontro com as pessoas que vivem na rua, ou com as pessoas que não têm recursos financeiros para viver, ou pessoas doentes, frágeis, fracas, leva-nos ao essencial, ajuda-nos a relativizar toda a situação difícil, a ver as coisas com realismo e compaixão.
Neste sentido, o Papa Leão XIV, convida-nos a ver como nós somos evangelizados pelos pobres:«É uma experiência surpreendente atestada pela tradição cristã e que realiza uma verdadeira reviravolta na nossa vida pessoal, quando nos damos conta que são precisamente os mais pobres que nos evangelizam. De que maneira? No silêncio da sua condição, eles nos confrontam com as nossas fraquezas.»[1].
No Entre Nós de Pentecostes de 2020, a Irmã Mary Okpeh, Espiritana, quando estava em Missão em Dolisie, no Congo, testemunhava: «O trabalho no dispensário abriu-me cada vez mais aos sofrimentos das pessoas por causa das doenças ou da pobreza. Ser testemunha deste sofrimento, fortifica-me e encoraja-me no meu apostolado». Cf. Entre Nós n°478, Pentecostes 2020, página 16.
A Irmã Lucilina Ribeiro Tavares, comprometida na Sociedade de São Vicente de Paulo, quando estava em missão na Nigéria, partilha esta convicção espiritana: «Transmitir a Boa Nova aos pobres não é somente pregar-lhes a Palavra de Deus, mas o mais importante é o sacrifício feito para deixar a nossa zona de conforto, para partilhar o nosso tempo, os nossos talentos, os nossos dons espirituais e materiais com eles, para aliviar os seus sofrimentos. Jesus identifica-se com estes pequeninos, os mais vulneráveis. Eles são o rosto escondido do Crucificado. Podemos reconhecê-Lo neles? Não é fácil, mas finalmente é sobre isto que seremos julgados». Cf. Entre- Nós n°478, Pentecostes 2020, página 23.
Oração para ser rezada em comum
Rezemos para que o temor de Deus, habite sem cessar nos nossos corações, para estarmos disponíveis para servir os nossos irmãos e irmãs mais carenciados, a caminhar com eles como a presença do próprio Jesus ao nosso lado. «Cada vez que o fizestes a um destes pequeninos meus irmãos foi a mim que o fizestes». Mateus, 25, 40.
[1] Cf. «Eu te amei», Dilexi te, Exortação apostólica sobre o amor para com os mais pobres, Papa Leão, 2025, n°109.
