7º dia
Junto dos últimos
«Santa Teresa de Calcutá, canonizada em 2016, tornou-se um ícone universal da caridade vivida até ao extremo em favor dos mais indigentes, dos excluídos da sociedade. Fundadora das Missionárias da Caridade, consagrou a sua vida aos moribundos abandonados nas estradas da Índia. Ela recolhia os rejeitados, lavava as suas feridas e acompanhava-os até à morte com uma ternura que era oração. O seu amor aos mais pobres entre os pobres fez com que não se ocupasse somente das suas necessidades materiais, mas ela também lhes anunciou a boa nova do Evangelho: Nós queremos anunciar a Boa Nova aos pobres, que Deus os ama, que nós os amamos, que para nós eles têm valor, que também eles foram criados pela mesma mão amorosa de Deus para amar e serem amados. As nossas pessoas pobres, as nossas esplêndidas pessoas, são pessoas totalmente dignas de amor. Não têm necessidade da nossa piedade nem da nossa compaixão. Têm necessidade do nosso amor compreensivo, têm necessidade do nosso respeito, têm necessidade que nós os tratemos com dignidade» [1]
A Irmã Armelle Rabillard, Espiritana francesa, pintora, muito conhecida pelos magníficos quadros, soube estar junto dos últimos durante a sua vida missionária, como testemunha o extrato de Algumas Figuras Espiritanas: Em Dakar, ela realiza numerosos quadros. Ela não se contenta com fazer esboços, mas ela pinta, misturando sobre a tela areia e conchas. Uma partedos seus dias é consagrada aos mais pobres. As meninas vindas do interior para ganhar algum dinheiro na capital, a Irmã Armelle dá aulas de base». Cf. Algumas Figuras espiritanas, Volume3, página 14.
Oração para ser rezada em comum
Senhor, dai-nos o vosso Espírito de sabedoria e de amor, para que a nossa caridade para com os mais pobres de entre os pobres se faça inventiva e audaciosa.
[1] “Amei-te”, Dilexi te, Exortação Apostólica sobre o amor aos mais pobres, Papa Leão XIV, 2025, n.º 77.
