4º dia 

O cuidado dos doentes

Jesus, durante todo o seu ministério público, deu uma atenção particular aos doentes, curando-os. Neste sentido, Leão XIV sublinha que, «A tradição cristã de visitar os doentes, de lavar as suas feridas e de confortar os aflitos não se reduz simplesmente a uma obra filantrópica, mas é uma ação eclesial através da qual, nos doentes, os membros da Igreja tocam a carne sofredora de Cristo»[1].

«No século XVI, São João de Deus, ao fundar a Ordem hospitaleira que tem o seu nome, criou hospitais modelo que acolhiam toda a gente, independentemente da condição social ou económica. A sua célebre expressão “Fazei o bem, meus irmãos!” tornou-se um lema para a caridade ativa para com os doentes. Na mesma época, São Camilo de Lellis fundou a Ordem dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos, os Camilianos, cuja missão era servir os doentes com uma dedicação total. A sua regra ordena: Que cada um peça ao Senhor para lhe dar um amor maternal para com o seu próximo para que possamos servi-lo com toda a caridade da nossa alma e do nosso corpo, porque nós desejamos, com a graça de Deus, servir todos os doentes com o amor que uma mãe amante dá ao seu filho único doente. Nos hospitais, nos campos de batalha, nas prisões e nas ruas, os Camilianos encarnaram a misericórdia de Cristo Médico»[2].

A nossa Fundadora, Irmã Eugénie, mostrou-nos o exemplo da atenção dada aos doentes, quando se comprometeu na Cruz Vermelha, « Inscrevi-me na Cruz Vermelha de Bouzonville e, depois de algumas lições de enfermagem, recebo a minha obediência para um dos lazaretos da nossa terra. Ali, conheci de perto muitas misérias resultantes das batalhas da Guerra. Assistia às operações, fazia pensos e prestava os cuidados aos doentes. Também me ocupava do serviço da ambulância da estação. Ali, quando os comboios vindos dos campos de batalha passavam, nós visitávamos cada um dos feridos, voltamos a fazer os pensos, se fosse preciso, e dávamos fortificantes ». Cf. A minha vocação, Coleção espiritana n°3, página 46.

 

Oração para ser rezada em comum

Senhor, concede-nos o teu espírito de paciência para continuar a estar ao serviço dos mais sofredores, através dos meios simples e concretos, para ajudar, apoiar, tratar, reconfortar, levantar.

 

[1] «Eu te amei», Dilexi te, Exortação apostólica sobre o amor aos mais pobres. Leão XIV, 2025, n°49.

[2] Idem, n°50.