5º dia
Libertar os cativos
Os cativos são todas as pessoas privadas da sua liberdade de uma maneira ou de outra. Podemos evocar todas as formas de escravidão, de tráfico de seres humanos, de exploração, de abusos de todo o género. Qualquer situação em que a pessoa humana é negada no seu ser mais profundo e submetida ao poder daqueles que se consideram poderosos, mesmo poderosíssimos. Os cativos são também as pessoas detidas na prisão. Alguns são colocados em condições muito precárias, mesmo desumanas.
«Jesus, no princípio da sua missão pública, proclamou: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me consagrou pela unção para levar a boa nova aos pobres, anunciar a libertação aos cativos». Lc 4, 18. «Os primeiros cristãos rezavam e assistiam os seus irmãos e irmãs prisioneiros, como nos mostram os Atos dos Apóstolos [1]. Cf. Atos 12, 5; 24, 23.
Segundo Nossa Vida Espiritana, também nós somos chamadas a lutar pela libertação dos cativos: «Fazendo nossa a tradição bíblica, evitamos o compromisso com toda a forma de injustiça social. Denunciamos corajosamente o escândalo da miséria. Fazemo-nos os advogados, os auxiliares e defensores dos fracos e dos pequenos contra todos aqueles que os oprimem. Estamos atentas em promover a libertação dos pobres por eles próprios na colaboração que damos ao desenvolvimento do seu país. Cf. Nossa Vida Espiritana, nos 50 e 51.
Oração a ser rezada em comum
Senhor, dai-nos o vosso espírito de luz para discernir todas as situações de injustiça e de abusos que sofrem os nossos irmãos e irmãs, para os apoiarmos nos seus esforços de libertação.
[1] «Eu te amei», Dilexi te, Exortação apostólica sobre o amor do Papa Leão XIV, 2025, n°59.